Facebook

sexta-feira, 7 de março de 2014

Ateus e crentes. Ou: Você tem certeza de que vai acertar na mega-sena?



Todos temos nossos dias de “ovo virado”. Hoje, peguei-me a divagar sobre o sentido da vida. Questionei a Criação. Perguntei a Deus qual o sentido de viver "gemendo e chorando neste vale de lágrimas".

O que é nossa vida a não ser acordar a cada dia e repetir a mesma rotina do esperar pela hora da morte, a única certeza absoluta que temos, apesar da incerteza do momento e do destino nosso nessa travessia de um deserto, diante da qual não poderemos contar com qualquer companhia amiga, que teremos que enfrentar sozinhos?

A esperança de ateus é o fim de todos os problemas. A certeza do crente é a incerteza do que nos aguarda. Tomando por base uma probabilidade de 50% de haver ou não uma vida após a morte, qual o caminho mais sensato a percorrer? Se não há nada após a morte, tudo nos é permitido. Se há uma vida ulterior, nenhuma certeza nos é dada. Nem da felicidade nem da “danação” eternas.
 
Se tudo nos é permitido, por que pautamos nossa vida por valores morais ou éticos? Se não há continuidade da vida após a morte não há consequências de nossos atos e, dessa maneira, não há castigo ou recompensa. Por que pautarmos nossa breve e fugaz existência em valores construídos por uma cultura que nos cerceia de toda liberdade?

Por outro lado, se é verdadeira a sobrevivência do espírito, sofreremos, então, as consequências de nossos atos e fatos. Não contaremos com falsos álibis ou com atenuantes como “fiz porque ele (ou ela) me induziu a fazer”. Seremos os únicos responsáveis por tudo que levarmos dessa vida para a outra.

Cônjuges, filhos, amigos, parentes, vizinhos, o “povo”, todos podem nos induzir a tomar essa ou aquela atitude. Mas só nós somos responsáveis por estas. Sejamos ateus ou crentes, não há desculpas para aquilo que fazemos em vida. Para ateus, seremos julgados pela história. Condenados, como Hitler, ou exaltados, como Madre Teresa de Calcutá. Para crentes, seremos julgados pelo único Juiz, Nosso Senhor Jesus Cristo. Para ateus resta o castigo de ser execrados pela posteridade. Para crentes, a danação ou a salvação eternas.

Por uma simples questão de probabilidades, prefiro acreditar na Vida Eterna a apostar na loteria.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Cachorro doido e psicopatas



Eu havia acabado de acordar. Ao levantar-me da cama deparei-me com Dara, uma cadela Rottweiler de oito anos, sentada junto à porta de meu quarto, olhando-me fixamente. Assim que dei os primeiros passos em sua direção, ela se levantou e veio até mim, colocando sua cabeça entre minhas pernas. Parte de um ritual diário de “bom dia” que ela executa com um amor quase religioso. Cocei sua cabeça e sua nuca e pronunciei um alegre “Bom dia, Dara”. Seu coto de rabo balançou alegremente.

Foi quanto eu recordei de uma cena realmente assustadora. Anos atrás, antes de Dara haver nascido, eu estava passeando com meus outros cães quando, ao passar próximo a uma casa em que morava um criador de Bulldogs americanos, vi um sujeito segurando um cão pelo enforcador. O animal usava focinheira e urrava feito louco, pleno de ódio pelos bulldogs na grade da casa. Chegava a vomitar de tanta força que fazia tentando romper o enforcador, na tentativa de atacar os “inimigos”. E eu pensei com meus botões por que aquele sujeito maltratava seu cão daquela maneira. Um animal tratado assim não pode ser feliz.

Cerca de dois anos depois, cruzei com o mesmo indivíduo que levava pela guia o mesmo cão, com a mesma focinheira e percebi o equívoco que eu havia cometido quando notei que seu cão não se importava com a presença do meu. Aquele homem havia adotado o animal e realizado um trabalho magnífico de reeducação. O cão parecia calmo e contente ao acompanhar seu dono. Na verdade, aparentava estar feliz ao lado do homem.

Hoje, eu me pergunto o que leva alguém a nutrir por seu semelhante tamanho ódio que o faça capaz de partir para a violência, de cometer as maiores atrocidades, em nome de um “vestido de ideias” (expressão utilizada por Karl Marx como conceito de ideologia).

As últimas imagens que chegam da Venezuela falam por si mesmas. Este ódio só pode ser fruto da psicopatia, aquela deformação da psique que retira da consciência da pessoa todo e qualquer limite da moralidade, da humanidade. Eles não perdem o discernimento do bem e do mal, apenas não possuem limites. Por isso são chamados psicopatas.

Enquanto seus opositores clamam por liberdade e justiça, eles só querem despejar seu ódio sobre tudo e todos, sem nenhum argumento, sem nenhuma razão. São infelizes, como aquele cão foi. Não vislumbram nenhuma razão de viver. Vivem para odiar. São fracassados, revoltados com sua própria incompetência existencial. São revolucionários bolivarianos, são esquerdistas. Não há quem segure pelo enforcador esses psicopatas?


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A coerção do "deus" Estado. Ou: Você deve o Imposto de Renda até prova em contrário.

Conversando com um amigo, Auditor Fiscal do Tesouro Nacional, levantei o seguinte ponto: Por que temos que sofrer retenção de imposto de renda na fonte? Ele, então, sacou o regulamento do IRPF e explicou que o imposto é devido no momento em que auferimos a renda e, no ano seguinte, a declaração feita à Receita Federal é mero ajuste de contas para apurarmos a diferença entre o imposto devido e o efetivamente pago. Se pagamos a maior recebemos a diferença.

Muito bem! Se apuramos que pagamos mais do que o devido a conclusão é que pagamos o que não devíamos. O "deus" Estado não se contenta com o que devemos, enfiando suas mãos invisíveis em nosso bolso e tomando-nos aquilo que não devemos. O pior é que a devolução só vem corrigida a partir de abril do ano seguinte, quando deveria sofrer a correção desde a retenção, ou seja, no ano anterior. Assim, o sistema toma o dinheiro que é nosso, joga com ele e embolsa a maior parte da correção.

Mas a lei diz que... Ora, a lei! A lei é imoral, o estado é tirânico e o cidadão que se dane!

E desde quando salário é renda?